O ex-deputado federal Eduardo Cunha teve mais um pedido de liberdade negado pela Justiça Federal. A decisão foi tomada pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, que manteve a prisão preventiva decretada contra o político, encarcerado desde 2016.
Motivos da manutenção da prisão preventiva
O magistrado recusou-se a revogar a ordem de prisão expedida em 2017 no âmbito da Operação Patmos. Essa medida cautelar teve como base a delação premiada firmada por executivos do grupo J&F.
A delação da J&F
De acordo com o depoimento prestado pelo empresário Joesley Batista, o ex-presidente da Câmara dos Deputados recebia pagamentos de propina para garantir seu silêncio sobre crimes atribuídos ao ex-presidente Michel Temer e a outros caciques do antigo PMDB.
Argumentos da defesa e contrariedade do Ministério Público
Para tentar reverter a situação, os advogados de defesa argumentaram que o político não exerceria mais cargos públicos, pois teve seu mandato cassado ainda em 2016. No entanto, o Ministério Público foi contra o pedido, ressaltando que o réu ainda mantinha grande influência sobre aliados para obter vantagens ilícitas.
Além de recusar a soltura, o juiz responsável pelo caso também descartou a possibilidade de aplicar medidas alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica, apreensão de passaporte ou restrição de contato com outros investigados. Para o magistrado, apenas a manutenção da custódia é capaz de interromper as atividades da organização criminosa e evitar a repetição dos delitos.


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