Ministério da Fazenda é desocupado após protesto com danos

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Grupo desocupa Ministério da Fazenda e deixa rastro de destruição; fotos

Um grupo de manifestantes encerrou a ocupação do prédio principal do Ministério da Fazenda, em Brasília, após um protesto que durou horas nesta quarta-feira (15). A desocupação ocorreu de forma pacífica por volta das 14h50, mas deixou um cenário de destruição no interior do edifício governamental.

Rastro de vandalismo e investigação

Salas recém-desocupadas revelaram portas arrombadas, vidros estilhaçados e paredes cobertas por pichações com mensagens políticas. A Polícia Federal assumiu a responsabilidade de investigar os danos causados ao patrimônio público durante o ato contra a reforma da Previdência, pauta que tramita no Congresso Nacional.

Com a saída dos ativistas, o tráfego de veículos no Eixo Monumental foi totalmente liberado em ambas as direções. O movimento foi composto por uma coalizão que incluiu trabalhadores sem-teto, agricultores familiares e integrantes de movimentos de luta pela terra.

Estimativas de público e justificativa do protesto

Enquanto os organizadores alegaram a presença de 7 mil pessoas na mobilização, a Polícia Militar estimou inicialmente 10 mil manifestantes na Esplanada até o meio-dia, ajustando o número para 5 mil posteriormente. No meio da tarde, a área central já se encontrava pacificada.

A pauta central do grupo era barrar as mudanças nas regras de aposentadoria. Um representante da direção nacional do movimento afirmou que a intenção era enviar um recado direto ao governo contra o que chamam de retrocesso nos direitos sociais.

Protesto de agentes de segurança

Paralelamente, servidores da Polícia Civil, da Polícia Federal e do sistema penitenciário realizaram um ato em frente ao Congresso Nacional. O objetivo da categoria foi exigir a exclusão dos profissionais de segurança das novas regras previdenciárias, reivindicando a manutenção das normas especiais para profissões consideradas de risco.

Dirigentes sindicais alertaram que a equiparação da idade mínima pode desestimular os profissionais, visto que a expectativa de vida da categoria costuma ser inferior à média estipulada pelas propostas atuais do Poder Executivo.

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