Diminuir radicalmente o tempo de espera para exames e procedimentos de média e alta complexidade é a principal bandeira para a saúde apresentada pela candidata ao Governo do Estado, Araceli Lemos (PSOL). Em diálogo com profissionais do setor e usuários da rede pública, a postulante assumiu o compromisso de limitar essa espera a, no máximo, dois meses.
Plano para encurtar filas em procedimentos especializados
Atualmente, o tempo médio para conseguir exames e consultas especializadas no Pará gira em torno de 233 dias, havendo casos extremos que superam a marca de 800 dias. A meta da chapa é fixar esse teto em 60 dias por meio da ampliação da oferta de serviços e eliminação dos gargalos estruturais.
As diretrizes foram debatidas durante uma plenária realizada na sede estadual da legenda, no bairro de São Brás, em Belém. O evento contou com a presença da candidata a vice-governadora, Fátima Santana, que acompanhou as discussões sobre os principais desafios enfrentados pelos trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) e pela população atendida.
Descentralização do atendimento oncológico e atenção ao Marajó
Outro ponto nevrálgico destacado na agenda foi a carência de assistência oncológica fora dos grandes centros urbanos. A candidata apontou a gravidade da demora para o início da terapia contra tumores malignos, quadro que reduz as chances de cura de pacientes no interior paraense.
A proposta prevê a interiorização dos serviços de oncologia, com ênfase no arquipélago do Marajó. A região foi classificada pela candidata como um vazio assistencial crítico, desprovido de suporte para o diagnóstico e o tratamento adequado do câncer.
Suporte à terceira idade e valorização profissional
O plano de governo do partido também inclui a criação de centros de referência integral para a saúde da pessoa idosa, com unidades distribuídas por todas as mesorregiões do território paraense.
Para assegurar a continuidade e a qualidade das ações, a chapa propõe a realização de novos concursos públicos, visando repor o quadro de servidores efetivos e diminuir a dependência de vínculos temporários na administração estadual.

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