A candidata ao governo do Pará pelo PSTU, Well Macêdo, anunciou que pretende romper os contratos com organizações sociais (OSs) e restabelecer o controle 100% estatal sobre a saúde pública do estado. A declaração ocorreu durante um ato de campanha com distribuição de panfletos em frente ao Hospital Ophir Loyola, situado no bairro de Nazaré, em Belém, onde conversou com pacientes e acompanhantes.
Gestão pública direta e descentralização da rede
De acordo com a postulante ao Executivo estadual, o modelo de administração baseado em OSs e Oscips precariza os serviços e retira a autonomia do Estado. O plano de governo da candidata prevê a transição da gestão para um modelo democrático, conduzido diretamente por conselhos de saúde.
A postulante enfatizou a urgência de descentralizar o atendimento para contemplar as particularidades dos 144 municípios paraenses, além de injetar mais verbas na infraestrutura dos hospitais regionais espalhados pelo território estadual.
Prioridade para pacientes oncológicos e combate a filas
Durante a mobilização na capital, Well Macêdo apontou a assistência oncológica e o deficit de leitos como gargalos urgentes a serem solucionados. Entre as medidas imediatas para a área, ela destacou a ampliação no fornecimento de remédios contra o câncer e a desregulamentação de intermediários que atrasam as aquisições.
Para a candidata, a desburocratização dos processos licitatórios é essencial para evitar o desabastecimento de insumos essenciais, permitindo que os pacientes recebam tratamento contínuo e sem interrupções provocadas por entraves logísticos.
Concursos públicos e valorização dos servidores
Outro pilar apresentado para a saúde pública é a realização de novos concursos públicos para médicos, enfermeiros e equipes multiprofissionais. A intenção é recompor o quadro efetivo do setor e reduzir progressivamente a dependência de contratos terceirizados.
Atendimento a aldeias e áreas de difícil acesso
Well Macêdo também detalhou propostas voltadas às populações tradicionais e povos originários. O plano inclui a expansão de frentes de assistência médica em aldeias isoladas, investindo na infraestrutura de transporte fluvial e aéreo para viabilizar o deslocamento ágil de equipes de saúde e medicamentos onde não há acesso por rodovias.

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