Lago Paranoá registra 9 mortes por afogamento no início do ano

Published by

on

DF registrou 9 mortes por afogamento no Lago Paranoá desde janeiro

O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal contabilizou 15 ocorrências de afogamento apenas no primeiro trimestre de 2017. Deste total, dez incidentes ocorreram no Lago Paranoá, resultando em nove mortes. O dado mais recente envolve a localização de um bebê encontrado sem vida nas águas da região.

Estatísticas e limitações no registro de óbitos

No ano anterior, a corporação registrou 68 afogamentos e 19 óbitos. No entanto, autoridades da área de salvamento explicam que o número real pode ser maior. Isso acontece porque casos em que a vítima é socorrida com vida, mas falece posteriormente em hospitais, não entram nas estatísticas oficiais dos bombeiros, pois a corporação perde o acompanhamento clínico do paciente após a internação.

Para tentar reverter esse cenário, a orla recebeu cinco postos de observação em outubro de 2016, localizados em pontos estratégicos como o Pontão do Lago Norte, Prainha dos Orixás, Ermida Dom Bosco, imediações da Ponte JK, piscinão do Lago Norte e Ponte do Bragueto. Nesses locais, 16 guarda-vidas atuam aos fins de semana e feriados, realizando uma média de 70 orientações e cinco salvamentos por final de semana.

Perfil das vítimas e principais fatores de risco

Os dados apontam que a incidência de acidentes aquáticos varia conforme a estação. Cerca de 50% dos casos acontecem entre dezembro e fevereiro, período que abrange o verão e festividades como ano-novo e carnaval. Julho também apresenta altas taxas devido às férias escolares.

O perigo da combinação entre lazer e álcool

A maioria das ocorrências envolve homens entre 18 e 30 anos. De acordo com os rescatistas, a faixa etária compõe a parcela economicamente ativa da população e, frequentemente, os incidentes estão associados ao consumo de bebida alcoólica, que também figura como a principal causa de acidentes envolvendo lanchas, barcos e jet-skis.

Os especialistas ressaltam que as tragédias raramente ocorrem por falta de habilidade com a natação. O quadro geralmente envolve uma combinação de fatores, como nado em áreas profundas, uso de objetos cortantes, correnteszas e a dificuldade de testemunhas indicarem o momento exato do submergimento.

Casos fatais que chegam pelo Disque 193 demandam a atuação de mergulhadores e representam cerca de 20% dos chamados dessa natureza. Após o resgate, os corpos são encaminhados ao IML, onde a autópsia determina se a causa real foi o afogamento, homicídio ou traumas decorrentes de quedas na água.

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo