Nesta segunda-feira (8), um grupo de servidores do INSS realizou a ocupação da sede do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, localizada em Brasília. O ato tem como principal motivação o rechaço à proposta de reforma da Previdência, além de denunciar o que classificam como um esvaziamento contínuo dos setores de serviço social e reabilitação profissional da autarquia.
Protesto bloqueia acessos e exige negociação
De acordo com balanço divulgado pela Polícia Militar, o ato mobilizou aproximadamente 100 pessoas, sendo que 40 manifestantes conseguiram acessar a parte interna do edifício. Os acessos foram bloqueados, impedindo a circulação de entrada e saída. A corporação confirmou que o protesto ocorre de forma pacífica, sem registros de danos materiais ao patrimônio público.
Críticas ao fim do serviço social no órgão
Os participantes justificam a mobilização apontando medidas internas drásticas na autarquia. Um técnico do instituto, que preferiu preservar sua identidade, relatou que todas as chefias do setor de atendimento social foram destituídas de seus cargos, interpretando a ação como o encerramento das atividades da área.
Impasse nas negociações com a pasta
A administração da pasta declarou estar avaliando os reflexos da mobilização e buscando compreender as pautas levantadas. Embora o secretário-executivo Alberto Beltrame tenha se colocado à disposição para o diálogo, os manifestantes condicionam a saída do prédio a uma conversa direta com o ministro Osmar Terra, que no momento cumpre agenda oficial na cidade de Campo Grande.
O movimento ocorre em meio à tramitação no Congresso da Proposta de Emenda à Constituição que altera as regras previdenciárias. O texto em discussão estabelece a fixação de idade mínima de 65 anos para o público masculino e 62 anos para o feminino, exigindo ainda 25 anos de contribuição. Para avançar rumo ao plenário da Câmara dos Deputados, onde serão necessários 308 votos favoráveis por se tratar de mudança constitucional, o projeto precisa passar pelas comissões competentes.

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